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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quatro mil paulistanos morrem por ano por causa da poluição do ar, diz o patologista Paulo Saldiva

Ainda em tempo de falar do Dia Mundial sem Carro
Quatro mil paulistanos morrem por ano por causa da poluição do ar, diz o patologista Paulo Saldiva
Pneumonia, infarto e câncer de pulmão são as principais doenças. Para Saldiva, é melhor reduzir poluição que fumo ao pensar no coletivo.
O patologista Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP e do Instituto do Coração (Incor), respondeu a mais perguntas sobre poluição na sequência do Bem Estar desta segunda-feira (12). Reportagem no Portal G1.
A qualidade do ar costuma piorar ainda mais no inverno, pela dificuldade de dispersão dos poluentes e pela sobrecarga do organismo (e das vias aéreas, mais especificamente) em decorrência das condições climáticas.
Processos inflamatórios de origem alérgica, como rinite, sinusite, bronquite, asma, conjuntivite e otite, podem ser agravados pela poluição, ressaltou o especialista. Respirar pela boca pode piorar ainda mais a situação, já que dessa forma o ar passa sem filtro, cuja função é do nariz.
As crises alérgicas podem ser amenizadas quando a pessoa vai para cidades com ar mais puro. De acordo com Saldiva, o envelhecimento pulmonar pode se acentuar em regiões muito secas, com queimadas, como o Centro-Oeste.
Esses extremos climáticos também podem causar sangramentos no nariz, secura na garganta e congestão nasal. E não se deve deixar de praticar esportes mesmo em cidades poluídas, já que o ganho cardiovascular do indivíduo é maior que os malefícios provocados nas vias respiratórias. A única dica é evitar períodos entre as 10h e 16h e locais onde há muita concentração de poluentes, como corredores de tráfego.
Saldiva explicou também que os efeitos da poluição a longo prazo podem ser – além de quadros alérgicos – pneumonia, infarto e câncer de pulmão. Segundo ele, 4 mil pessoas morrem a mais por ano com essas doenças só na cidade de São Paulo, por causa da poluição. De todos os casos de câncer de pulmão na capital, 80% são motivados por poluentes, e os outros 20% pelo cigarro, comparou o patologista.
Se a capital paulista virasse Curitiba, por exemplo, ganharia uma média de expectativa de vida de 3,5 anos. Como política de saúde pública, ele acredita que é melhor reduzir a poluição do que o fumo. Mas as pessoas, em geral, preferem ter carro e não fumar.
O médico falou, ainda, sobre queima de folhas e lixo, que é proibida, mas não há fiscalização no país. Na sequência, ele destacou que a maioria das capitais brasileiras ainda não tem estações de monitoramento de qualidade do ar.
O principal desafio do homem hoje, segundo Saldiva, é regular o que come, bebe e inala. Em seguida, ele mencionou a importância de beber água regularmente, principalmente entre idosos e crianças.
Toalhas e baldes com água devem ficar nos ambientes em períodos de maior secura, que vão das 10h às 17h. Escritórios, quartos de idosos, crianças, creches e escolas são os locais que mais precisam de umidade.
Por fim, Saldiva disse que a poluição também prejudica a qualidade da lágrima nos olhos, além de dar mais conjuntivite química. A consequência é uma vermelhidão ou inflamação ocular. Usar soro, colírio sem medicamento ou lágrima artificial é uma boa opção.
O especialista também afirmou que os pelos do nariz funcionam como um filtro de poeira de terra e areia, que são maiores. Já as nanopartículas da poluição urbana, que não é vista a olho nu, não são detidas por essa barreira natural.
Fonte: EcoDebate

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Uma tal salvação que também não veio dos eucaliptos...

Da série (des)informadno o leitorpor Cíntia Barenho
Já se vão uns sete anos desde que, o grande projeto para superar as décadas de estagnação econômica da Metade Sul – a plantação de monoculturas de eucaliptos – surgiu para tomar “conta do Pampa. Projeto esse que não era somente voltado à produção de eucaliptos, mas também à produção de celulose (derivado do mesmo).
Eram três grandes projetos – da Aracruz, da Stora Enzo (Finlândia) e da Votorantim Celulose e Papel (VCP) – que pretendiam investir cerca de US$ 3,5 bilhões de dólares em sete anos, de forma socialmente responsável e ecológica (até áreas degradadas pretendiam recuperar).
Nos jornais gaúchos imperava a (des)informação comemorando os investimentos, nos quais as  manchetes destacavam: “A origem do Outro Verde”, “O futuro à sombra das florestas”, “A metade sul depois das florestas”, “A polêmica Verde”. Num destes, considerado de maior circulação no RS, uma parágrafo fazia a seguinte menção:
“em tempos idos entre 2003 e 2006 nas discussões sobre o futuro da humanidade no Café Aquário, em Pelotas, ou à boca pequena entre as autoridades do Palácio Piratini, se tornou corriqueiro dizer que a metade sul iria virar floresta. Sabia-se que se tratava de uma metáfora, mas ainda havia dúvida sobre seu tamanho. O quanto os investimentos das gigantes da celulose Aracruz, Stora Enso e Votorantim seriam capazes de transformar em investimento ondulante e ralo do pampa gaúcho?Pois agora se sabe: é 4,5%” (ZH,2008)
Já se passaram esses sete anos, os jornais emudeceram, juntamente com os políticos locais, mas nós,  ecologistas, questionamos os porquês de tal silêncio. Onde está o progresso trazido pelo deserto verde? Onde está o desenvolvimento, os empregos, as mudanças sociais, a recuperação das áreas degradadas, a preservação e conservação da pampa em unidades de conservação?
De 2009 até os atuais dias, uma tal crise do capitalismo, confirmou o pensamento de Karl Marx, no qual afirmava “…tudo o que é sólido desmancha no ar…” . Sendo assim, a toda poderosa Aracruz foi a incorporada pela VCP, na qual transformou-se em Fibria. Logo após a Borregaard, que virou Riocel, que virou Aracruz, que virou Fibria, foi vendida pra um grupo chileno e tornou-se a Celulose Riograndense da Compañía Manufacturera de Papeles y Cartones (CMPC). Na Metade Sul a Fibria anunciou que pode vender Projeto Losango para reduzir dívida, como afirma a notícia “
A Fibria está estudando a venda de dois ativos considerados não-estratégicos…estamos tentando verificar se (o projeto) Losango tem atratividade para outros usos, como energia e cavaco para exportação”. A faixa de fronteira até agora não foi mudada, inclusive teve PEC arquivada, para tristeza da empresa finlandesa que buscava cumprir a lei, desde que essa mudasse a seu favor.
Assim, nesse dia 21 de setembro – de Luta contra as Monoculturas de Árvores Exóticas- a luta ecológica segue, pois esses investimentos predatórios saíram do Pampa, e encontraram condições favoráveis no Mato Grosso do Sul, Maranhão, na Bahia. O Sul da Bahia segue sendo devastado pelo empresa Veracel Celulose no qual já é detentora de vastas áreas sobre comunidades quilombolas e indígenas. Inclusive as entidades locais estão com abaixo-assinado pedindo a anulação do processo de licenciamento da ampliação da Fábrica e da base florestal daquela empresa. E em outras áreas do mundo, povos e comunidades seguem também mobilizados e denunciando a degradação ecológica advindo da expansão das monoculturas de árvores, como o caso de Moçambique
Enfim, lutar contra essas monoculturas de árvores, no Ano Internacional das Florestas pela Organização das Nações Unidas (ONU), significa lutar pela biodiversidade dos ecossistemas, nos quais as florestas são entendidas como um sistema complexo, na qual as árvores são um dos elementos. Infelizmente a definição de “floresta” usada pela Food and Agriculture Organization (FAO) e o debate acerca do Código Florestal, agora no Senado Federal, nos mobilizados lutando contra um monofuturo.

Cíntia Barenho Mestre em Educação Ambiental, Bióloga e integrante da coordenação do Centro de Estudos Ambientais (CEA-Pelotas/RioGrande RS)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A solução é a queima do lixo???

Documento do Movimento Nacional dos Catadores diz que 10 cidades podem fazer uso da ‘queima do lixo’

Segundo documento do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, a incineração de lixo pode ser implementada em dez municípios paulistas, as quais estudam a viabilidade ou já estão em fase de consultas públicas e preparando editais para a instalação de equipamentos para eliminar os resíduos por meio da queima.
Para o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério de Meio Ambiente, “a questão deve ser abordada com cautela”. Ele disse que a destruição de resíduos tem diversas implicações, desde o impacto ambiental da queima até a eliminação de recursos não renováveis.
Além disso, o representante do Ministério de Meio Ambiente aponta que, para justificar o alto custo dos fornos, é necessário queimar grandes quantidades de lixo, o que não teria sentido com a implementação de um amplo programa de reciclagem. “Para um incinerador se viabilizar economicamente é preciso ter uma grande quantidade de resíduos. Isso contraria a Política [Nacional de Resíduos Sólidos], porque a política vai no sentido de reduzir ao máximo o resíduo”, declarou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano.
Ele pondera, entretanto, que essa legislação sobre o tratamento do lixo urbano e industrial, aprovada em agosto do ano passado, não exclui a incineração como forma de tratar os resíduos que não podem ser aproveitados.
São José dos Campos, cidade paulista apontada no documento do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, investe no projeto da usina de incineração do lixo, mas prevê a separação dos materiais recicláveis (vidros, plásticos e metais), a biodigestão dos resíduos orgânicos (com a produção de gás e composto) e a queima do excedente.
Diz a administração municipal de São José dos Campos, que o processo irá reduzir em 30% as 200 mil toneladas anuais de lixo produzidas pelos 627 mil habitantes da cidade. Além disso, a usina vai poderá gerar algo perto de 12 megawatts de energia, o suficiente para abastecer 30 mil residências, 20% da demanda da cidade.
A prefeitura de São José dos Campos garante ainda que a proposta, disponibilizada para consulta pública, “está alinhada com rigorosos padrões internacionais de controle de emissões”.
O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, além de apontar a cidade de São Bernardo do Campo, incluiu na lista os municípios paulistas de Lorena, Barueri, Ferraz de Vasconcelos, Assis, São Sebastião, Taubaté e Canas também estão em um estágio avançado de discussões sobre o uso de incineradores de lixo

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CINE DAGE - O veneno está na mesa



Sinopse

O Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública.
O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Curso para professores propõe reiventar o espaço da escola


O desejo de aprimorar o ambiente escolar está levando um grupo de 30 professores da rede pública de ensino de Porto Alegre de volta à sala de aula. Há cerca de um mês eles participam de uma formação que propõe aliar educação e sustentabilidade. São abordados temas como o cultivo de hortas agroecológicas no pátio da escola, manejo adequado do resíduos da escola e reaproveitamento de materiais na construção de novos elementos para o pátio escolar.

O conceito de permacultura - que integra saberes populares, ancestrais e a ciência ecológica moderna - é amplamente utilizado na formação. Trata-se de um conjunto de estratégias voltadas à criação de ambientes altamente produtivos, de acordo com a realidade de cada local. “Outro aspecto fundamental no nosso conteúdo diz respeito às relações humanas. Não existe ninguém sentado no conhecimento. O que defendemos é criar uma condição favorável à troca, favorecendo o empoderamento dos colegas acerca do tema”, ressalta Mateus Raymundo da Silva, um dos idealizadores da iniciativa.

Leia a continuação: 

http://www.inga.org.br/?p=2623

domingo, 29 de maio de 2011

Carta aberta enviada pela AGB à Presidente Dilma Rousseff e para os Senadores e Deputados Federais

Confiram a carta aberta enviada pela AGB - Associação de Geógrafos Brasileiros à Presidente Dilma Rousseff e para os Senadores e Deputados Federais

http://www.agb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=73

[....] a carta-aberta que será enviada via correio postal, na segunda-feira, para a Presidente Dilma Rousseff, e para os senadores e deputados federais.
A escolha por enviar via postal, deve-se ao fato de que o sistema para recebimento de mensagens eletrônicas do Gabinete Presidencial limita o número de caracteres.
Um dos anexos referidos pela carta está aberto no próprio email e o segundo anexo está no arquivo.
Após o envio das cartas via correio postal, a Secretaria Administrativa da AGB enviará novo comunicado ao interseções. O documento, com outros materiais relativos ao Código Florestal, será colocado no sítio da AGB.
A carta-aberta foi elaborado pelo GT de Ambiente, recém articulado nacionalmente.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Festa da Biodiversidade inicia na próxima semana

          
          Inicia quarta-feira em Porto Alegre mais uma edição da Festa da Biodiversidade. Um evento para refletir e agir na construção de um Planeta que reconheça e respeite a dversidade cultural e ambiental. Dia 18/05 haverá exibição de filme que retrata a história da diáspora africana no Rio Grande do Sul através da narração da trajetória do Tambor de Sopapo. Na quinta-feira 19/05 pessoas e coletivos estarão no Largo Glenio Peres apresentando seus trabalhos e trocando experiências com o público presente. Segue programação, divulgue e agende sua participação.

 Semana da biOdiveRSidade
progRamão

ciNema bioDiveRSidade
Quarta-feira, 18.mAio.2011, 19h
“O Grande Tambor”
Debate após o filme
Sala Redenção da UFRGS

feiRa dA bioDiveRSidade
Quinta-feira 19.mAio.2011
Largo Glênio Peres

Durante todo o dia: bancas com exposição de trabalhos de coletivos e movimentos, rádio, oficinas, teatro, capoeira.

05h – Montagem da Geodésica
16h – Teatro de Rua – Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela…
17h – Espetáculo Bonecos de Pau - Grupo de Teatro de Bonecos A Divina Comédia
18h – Telejornal da biodiversidade
19h – Roda de Capoeira – Grupo de Capoeira Angola Zimba
20h30min – Maracatu Truvão
21h30min – desmontagem da Geodésica

agriCULtura uRBaNa
Sexta-feira 20/05/11, 17h
Espaço Utopia e Luta (viaduto da Borges de Medeiros)

fESta dE cOnfRAterNizaÇão
Sábado 21.mAio.2011, 22h
Galpão do Parque Harmonia

maRCha dA maCoNha
Domingo 22.mAio.2011, 15h

OrganizAÇÃO:
AgeNCia sUbverSiva cEL3Uma, Amigos da Terra Brasil, Assembléia Permanente das Entidades de Defesa do Meio Ambiente (APEDEMA), Associação de Mulheres Vitória Régia, Casa Tierra, Cinturão Verde, Comitê Popular da Copa / Cristal, Contraponto – Espaço de Cultura, Saúde e Saber, Coletivo Catarse, COOPAN/ COOTAP – Loja da Reforma Agrária, Econsciência, EMEF Gilberto Jorge, Expressão Popular, Família Bellé – frutas nativas, Fórum de Educação da Restinga e Extremo Sul (FERES), Grupo de Apoio a Reforma Agrária – GARRA, Grupo de Agroecologia – UVAIA, Grupo de Capoeira Angola Zimba, Grupo de Teatro de Bonecos A Divina Comédia, Grupo Mamangava, Grupo Viveiros Comunitários, InGá- Estudos Ambientais, Cambada de Teatroem Ação Direta LevantaFavela..., Malta do Be-a-ba de Angola, Maracatu Truvão, MST, NegrArte (Artesanatos Ecológicos), Núcleo de Economia Alternativa NEA/ UFRGS, Princípio Ativo, Programa Macacos Urbanos, Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, Rede Orientada ao Desenvolvimento da Agroecologia – RODA/UFRGS, SEMAPI, TV Nagô/Falange de comunicação, Urbanus in Natura, Utopia e Luta, Vanguarda Abolicionista, Via Sapiens, Zé da Terreira

http://blogfestadabiodiversidade.wordpress.com

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Amazônia e suas obras - Belo Monte. Texto da Dirce, professora do nosso Departamento

Amazônia e suas obras - Belo Monte


Professora Doutora Dirce Maria Antunes Suertegaray (AGB - Porto Alegre)
Departamento de Geografia e no Programa de Pós-Graduação em Geografia da 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul



Retorno da Amazônia. Durante os últimos dez dias, estive na região, em trabalho de campo 

no estado do Amazonas. Nesse breve tempo convivi com os novos profissionais do

ICMBIO, jovens, na faixa dos 25-35 anos, das mais diferentes profissões e dos mais 

diferentes lugares do país (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, 

Rio Grande do Sul, entre outros).


Tive esperança ao conversar com eles e observar o trabalho que fazem. São jovens 

que escolheram trabalhar, nas regiões mais longínquas do país, em nome da preservação da 

Amazônia. Entre eles é possível perceber um sentimento que se desloca entre o prazer, o 

gosto pelo que fazem e, o sentimento de angustia em relação à causa em que acreditam. 

Têm consciência da grande tarefa e das dificuldades efetivas de realizá-la, diante da 

burocracia, da falta de recursos e das políticas relativas ao crescimento econômico na 

relação com a preservação da natureza.

Leia o texto completo AQUI.