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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Festa da Biodiversidade inicia na próxima semana

          
          Inicia quarta-feira em Porto Alegre mais uma edição da Festa da Biodiversidade. Um evento para refletir e agir na construção de um Planeta que reconheça e respeite a dversidade cultural e ambiental. Dia 18/05 haverá exibição de filme que retrata a história da diáspora africana no Rio Grande do Sul através da narração da trajetória do Tambor de Sopapo. Na quinta-feira 19/05 pessoas e coletivos estarão no Largo Glenio Peres apresentando seus trabalhos e trocando experiências com o público presente. Segue programação, divulgue e agende sua participação.

 Semana da biOdiveRSidade
progRamão

ciNema bioDiveRSidade
Quarta-feira, 18.mAio.2011, 19h
“O Grande Tambor”
Debate após o filme
Sala Redenção da UFRGS

feiRa dA bioDiveRSidade
Quinta-feira 19.mAio.2011
Largo Glênio Peres

Durante todo o dia: bancas com exposição de trabalhos de coletivos e movimentos, rádio, oficinas, teatro, capoeira.

05h – Montagem da Geodésica
16h – Teatro de Rua – Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela…
17h – Espetáculo Bonecos de Pau - Grupo de Teatro de Bonecos A Divina Comédia
18h – Telejornal da biodiversidade
19h – Roda de Capoeira – Grupo de Capoeira Angola Zimba
20h30min – Maracatu Truvão
21h30min – desmontagem da Geodésica

agriCULtura uRBaNa
Sexta-feira 20/05/11, 17h
Espaço Utopia e Luta (viaduto da Borges de Medeiros)

fESta dE cOnfRAterNizaÇão
Sábado 21.mAio.2011, 22h
Galpão do Parque Harmonia

maRCha dA maCoNha
Domingo 22.mAio.2011, 15h

OrganizAÇÃO:
AgeNCia sUbverSiva cEL3Uma, Amigos da Terra Brasil, Assembléia Permanente das Entidades de Defesa do Meio Ambiente (APEDEMA), Associação de Mulheres Vitória Régia, Casa Tierra, Cinturão Verde, Comitê Popular da Copa / Cristal, Contraponto – Espaço de Cultura, Saúde e Saber, Coletivo Catarse, COOPAN/ COOTAP – Loja da Reforma Agrária, Econsciência, EMEF Gilberto Jorge, Expressão Popular, Família Bellé – frutas nativas, Fórum de Educação da Restinga e Extremo Sul (FERES), Grupo de Apoio a Reforma Agrária – GARRA, Grupo de Agroecologia – UVAIA, Grupo de Capoeira Angola Zimba, Grupo de Teatro de Bonecos A Divina Comédia, Grupo Mamangava, Grupo Viveiros Comunitários, InGá- Estudos Ambientais, Cambada de Teatroem Ação Direta LevantaFavela..., Malta do Be-a-ba de Angola, Maracatu Truvão, MST, NegrArte (Artesanatos Ecológicos), Núcleo de Economia Alternativa NEA/ UFRGS, Princípio Ativo, Programa Macacos Urbanos, Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, Rede Orientada ao Desenvolvimento da Agroecologia – RODA/UFRGS, SEMAPI, TV Nagô/Falange de comunicação, Urbanus in Natura, Utopia e Luta, Vanguarda Abolicionista, Via Sapiens, Zé da Terreira

http://blogfestadabiodiversidade.wordpress.com

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Projeto Imagens Faladas resgata história da população de Porto Alegre

Imagens Faladas Tá na Rua, clique

Imagens Faladas é resultado da Interação Estética - Residência Artística desenvolvida entre os meses de janeiro e junho de 2010 no Quilombo do Sopapo e principalmente nas ruas do Cristal e Morro Santa Tereza, passando pelo Hipódromo, Estaleiro Só e Orla do Guayba, FASE, Campo do Neri, Vila Hípica, Nossa Senhora das Graças, Gaúcha, Ecológica e União Santa Teresa com uma visita a Lomba do Pinheiro e incursões por ruas do Centro e Assembléia Legislativa. 
Aqui está o link para o Imagens Faladas digital e para os que se interessarem em contribuir com a oficina continuada de fotografia do Quilombo do Sopapo, na Av. Capivari 602, estamos com 300 exemplares, dos 1000,  para aquisição, que formará o fundo da oficina: como aquisição de materiais; auxílo de transporte e alimentação para os oficinandos nas saídas fotográficas e bolsa para um dos jovens que fizeram o Imagens Faladas para ser o monitor da oficina entre os meses de agosto e dezembro deste ano. Desta forma buscaremos estar iniciando a sustentabilidade do núcleo de fotografia do ponto de cultura e viabilizando a permanência de um dos jovens como agente comunitário cultural no SOPAPO independentemente de projetos aprovados.
O valor mínimo do livro é R$ 10,00 e os que quiserem dar mais alguma contribuição para o fundo podem fazê-lo a seu critério. O Quilombo do Sopapo está aberto de segunda à sexta-feira das 13 às 19h. Nossos contatos são pelo e-mail quilombodosopapo@gmail.com e pelos telefones 3398-0602, 3398-6788 e 96278626. Clique aqui para saber mais sobre as duas sessões de contação de histórias do livro.
Os demais 700 exemplares estão sendo distribuídos entre os apoios culturais, as personagens do livro, os fotógrafos do Imagens Faladas, escolas públicas de Porto Alegre, Bibliotecas Comunitárias, Pontos de Cultura da Região Sul, entidades culturais da região Cristal e associações de moradores do bairro além dos exemplares distribuídos no dia do lançamento do Livro.
Teremos de resolver uma situação inusitada: como faremos para ter exemplares para o dia 30 de outubro deste ano, primeiro domingo da Feira do Livro de Porto Alegre, onde teremos sessão de autógrafos e da contação de histórias do livro na feira infanto juvenil  no Cais do Porto!!!!
E o projeto segue sua caminhada pelo blog que está abaixo,
um grande agradecimento a todos que lutam por espaços culturais comunitários como os pontos de cultura!!!
www.projetoimagensfaladas.wordpress.com
Leandro Anton
Coordenador do Quilombo do Sopapo

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Volta do Povo à Praça

É neste sábado, dia 30 de abril de 2011, a partir das 8h da manhã que estaremos recebendo na praça Alexandre Zacchia, que fica em frente ao Quilombo do Sopapo, o Festival Literário de Porto Alegre realizando a segunda edição da Volta do Povo à Praça. Para saber mais da atividade e qual sua programação acesse http://quilombodosopapo.blogspot.com/2011/04/volta-do-povo-praca-e-festival.html . A nossa primeira edição da Volta do Povo à Praça foi no dia 27 de novembro do ano passado e para quem ainda não sabe do que se trata isto é legal aproveitar o momento, uma vez que as postagens dos blogs são registro da nossa história e do nosso processo para acessar http://quilombodosopapo.blogspot.com/2011/04/abraco-coletivo-volta-do-povo-praca.html.


E haverá um momento especial para o Quilombo do Sopapo na manhã deste dia 30, a partir da 10h30min, o lançamento do Livro Imagens Faladas - uma reportagem fotográfica sobre a memória do Bairro Cristal.Resultado da Residência Artística - interação Estética de mesmo nome. Esta atividade será realizada com a contação de histórias do que é feito o livro por seus personagens e entrevistadores além de uma sessão de autógrafos com a disponibilização de 50 exemplares para os presentes. Para saber mais do que é o imagens Faladas acesse o blog www.projetoimagensfaladas.wordpress.com.

Dia 30 de abril de 2011
das 8h às 18h
Praça Alexandre Zachia Avenida Capivari 602, bairro Cristal
A Volta do Povo à Praça - Festival Literário de Porto Alegre
51 - 3398-0602 e 51 - 96278626

Aproveitamos também para divulgar a matéria da Audiência Pública que tivemos aqui no Cristal no Salão Paroquial da Igreja Santa Teresa com a Câmara dde Vereadores. Audiência provocada Comitê Popular da Copa Cristal e as Associações de Moradores da Região sobre os impactos da copa do mundo 2014 acesse http://quilombodosopapo.blogspot.com/2011/04/moradores-do-cristal-exigem-area-do.html realizado na última quarta-feira dia 27 de abril de 2011.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

VILA DO CHOCOLATÃO: Direito ao Direito de escolha


Há aproximadamente 25 anos, no centro da cidade de Porto Alegre, por entre os prédios da administração do município, é possível de se ver o crescimento e a transformação da comunidade que ali está instalada, e que de lá há previsão de ser retirada em função das revitalizações trazidas pela Copa de 2014 na cidade. A comunidade chama-se Vila do Chocolatão, e traz estampada em suas casas e becos, assim como nas suas gentes, a marca da desigualdade (re)produzida pelo sistema capitalista vigente na maioria das grandes cidades do globo, sendo chocante a falta de recursos e direitos dos homens e mulheres que nela vivem, e mais espantosa ainda a falta de iniciativa do Estado em garantir instalações minimamente salubres para os que ali habitam.

Entre ameaças de despejos e retiradas forçadas da comunidade dali, eis que no ano de 2009 a prefeitura de Porto Alegre aprova um Projeto de Trabalho Técnico Social, que prevê a realocação da comunidade da Vila Chocolatão, da Av. Loureiro da Silva – n°555 – bairro centro, para a região nordeste da cidade, no bairro Mario Quintana – Av. Protásio Alves – n°9099. O projeto passa a ser veiculado como modelo de atuação em caso de reassentamentos, tendo em vista que reuni, pela primeira vez, em uma dessas ações os poderes municipal e federal trabalham em união, assim como a esfera privada se faz presente na efetivação desse projeto, que visa trabalhar de modo horizontal na realização do reassentamento.




Aos olhos dos mais desatentos, assim como em uma visão superficial da situação, pode-se dizer que o projeto é interessante, e a ação sincera. Contudo, o quanto disso é realmente verdade, e mais o quanto é, ou não arbitrário? Já pensou se algum dia você está em sua casa, fazendo alguma coisa do seu interesse, ou só vivendo a sua vida cotidiana, quando tocam o interfone ou a campainha, e ao atender você é comunicado de que o condomínio onde você mora, será realocado dentro de alguns meses para uma área 12Km distante do lugar onde se encontra atualmente, e mais, nem todos os seus vizinhos serão removidos para nova área, só alguns deles. Não bastasse isso, a garantia de vagas nas escolas nesse novo local é quase nula, tendo em vista que a densidade demográfica dessa nova área é 10 vezes superior à que se encontra o seu condomínio, o sustento previsto nesse comunicado virá através de uma associação criada entre os vizinhos e alocada em um galpão de zinco dentro desse novo condomínio; e a associação de trabalhadores será totalmente dependente da prefeitura para conseguir material para realizar o trabalho, assim como, esse trabalho não pretende – e nem tem condições - de atender a todos os moradores do seu prédio que serão removidos. Você já pensou sobre isso algum dia? Pois é assim que as coisas estão se dando hoje na Vila Chocolatão - e quem abre os olhos para isso? E além, quem faz alguma coisa para que isso não aconteça?

Nos últimos dois anos, não é difícil de se encontrar, caminhando por entre a vila, alguns estudantes de direito ou de geografia, conversando ou jogando bola com os moradores da vila, assim como fazendo reuniões e assembleias, além de apoiar e incentivar as Associações de Moradores e Catadores da comunidade, tudo buscando ser feito da forma mais horizontal possível, não visando um trabalho para a comunidade, mas sim junto da comunidade, tentando com os moradores garantir junto a órgãos como o Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual a dignidade e justiça aos indivíduos da Chocolatão no reassentamento que se aproxima, assim como auxiliando uma possível resistência dos que ali estão há mais tempo e possuem o direito de seguir habitando o lugar.



Contudo, por mais ações e intervenções que se façam dentro e fora da vila, através do empoderamento dos moradores, e da troca de vivências entre os grupo de apoio e a comunidade, ainda assim não é possível assegurar que os diretos básicos já conquistados pela comunidade hoje, onde está, serão mantidos na nova área de moradia, como educação, saúde e trabalho - já que a bagunça e a burocracia em que se encontra o Estado, junto a essa demanda, impossibilita a circulação de informações transparentes, sinceras e confiáveis do processo na sua totalidade.

Por fim, fico me perguntando por que só acontece uma mobilização em massa na cidade, quando os interesses puramente individuais das pessoas são atingidos, e essas mesmas pessoas, ficam assistindo inertes e apáticas, à violação de direitos fundamentais de outros cidadãos, quando essa situação não lhes traz, ao menos diretamente, qualquer prejuízo.


Lara Bitencourt
Associação de Geógrafos Brasileiros - Coletivo de Apoio a Reforma Urbana

em colaboração de

Thiago Nunes
Serviço de Assessoria Jurídica universitária – Grupo de Assessoria a Justiça Popular


Assista ao vídeo produzido pelo GAJUP /SAJU-UFRGS e AGB – Seção Local Porto Alegre

sábado, 16 de abril de 2011

ARENA Gremista - Extorsão e doação gratuita de área Estadual além de problemas ambientais - por Henrique Wittler

Apresentação sobre a ARENA Gremista, desencadeada pela Copa do Mundo de Futebol de 2014. 



O Estado do Rio Grande do Sul necessita uma nova ponte, sobre o Rio Guaíba, pois a atual (que se eleva para passagem dos navios) seguido tem panes e para, provocando a paralisação do tráfego para a zona sul. É velha, e um dia vai parar de vez. A nova, não é vialbilizada sob alegação de falta de recursos, cerca de 250 milhões

Contudo, no local onde a ponte poderia ser construída, o Estado retirou da FCORS uma área de 37 hectares para a entregar grátis à CONSTRUTORA OAS. Só a área vale mais de 500 milhões, o que permitiria a construção da necessária nova ponte sobre o Guaíba e ainda sobravam outros 250 milhões para residências populares na Vila Tronco.

Além disto, o projeto da Arena tem uma séria de implicações ambientais e na segurança do tráfego aéreo, pois se situa na proximidade da pista do Aeroporto Salgado Filho...

Por Engenheiro Henrique Wittler - henriquecpw@gmail.com

Obs.: O Engenheiro Henrique Wittler já veio na nossa Semana Geográfica da UFRGS ano passado para falar dos grandes empreendimentos sobre a Copa do Mundo. Ele fez um arquivo pps. muito bacana sobre a instalação da ARENA GREMISTA. Clique AQUI para baixar.