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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Jornadas Pedagógicas - AGB-PA


A Associação dos Geógrafos Brasileiros convida para as
Jornadas Pedagógicas 

EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA EM MOVIMENTO

Dia 27 de Agosto
Sábado das 09h às 12h
 Local: Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS)
Campus Restinga
 Rua João Antônio da Silveira, 351

E o que são as Jornadas Pedagógicas? A proposta de retomada desta atividade pela AGB-PA de maneira itinerante pelo estado do Rio Grande do Sul parte do principio de que cada ENCONTRO com os professores possa espacializar a diversidade de práticas e metodologias de trabalho com a Geografia que se ensina nos contextos escolares.  Assim, em diferentes municípios do estado, as atividades terão formato de relato de experiências, mini-cursos ou oficinas, baseados em trabalhos dos próprios professores inscritos na Jornada.



Trabalhos dos próprios professores? Isso mesmo. Sabe aquela tua aula que mexeu com os alunos? Aquele texto que escreveste para eles e que fomentou inúmeros debates? Aquela inicitaiva que te deu orgulho de ser professor(a) e que gostaria que outros pessoas conhecessem? Compartilhe com a gente, em forma de fala, de oficina, de mini-curso. Mostre para os colegas de Geografia a tua aula, o que tu faz. Nas jornadas aprendemos e ensinamos juntos.
E se você não quer mostrar teu trabalho, venha pelo menos conhecer, experimentar, discutir outras formas de abordagem daquele conteúdo que não sabes como iniciar, aprender aquela dinâmica que fará teus alunos entenderem melhor aquilo que estão com dificuldades, etc.

VENHA! PARTICIPE! MOSTRE SEU TRABALHO! COMPARTILHE IDEIAS!


Inscrições: gratuitas, até dia 24 de agosto, pelo email abaixo. Será cobrada uma taxa de R$5,00 (cinco reais) dos professores que desejarem certificação da atividade e não forem associados da AGB. Haverá certificação para apresentação de relato.
  

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Nota oficial da AGBPA em relação as manifestações estudantis na PUCRS



 A AGB-PA – Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre, localizada na Rua Uruguai, nº 35, sala 426, CEP: 90010-140, sob o CNPJ nº 89.51.55.71/0001-72, vem por meio desta manifestar sua solidariedade e seu total e irrestrito apoio aos estudantes e manifestantes do Movimento 89 de Junho, que luta pela democracia e processos eleitorais mais transparentes por parte do DCE – Diretório Central dos Estudantes da PUCRS.
Além de manifestarmos nosso apoio moral e nossa solidariedade pelo movimento, também acreditamos ser este o momento para cobrar ação e, acima de tudo, posicionamento por parte da Reitoria da PUCRS, que até o momento decidiu por posicionar-se de forma omissa em relação aos recentes acontecimentos ocorridos na Universidade.
O senso de justiça e a democracia devem ser prioridades em um processo como este que está em foco no momento, e a transparência dos fatos deve estar sempre presente em nossa sociedade. Dessa forma, acreditamos e confiamos na integridade da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e por isso, sabemos que a voz dos estudantes não será ignorada. 


Renata Ferreira da Silveira
   Diretora da AGB – Seção Local Porto Alegre

Porto Alegre, 12/06/2011.  

domingo, 29 de maio de 2011

Carta aberta enviada pela AGB à Presidente Dilma Rousseff e para os Senadores e Deputados Federais

Confiram a carta aberta enviada pela AGB - Associação de Geógrafos Brasileiros à Presidente Dilma Rousseff e para os Senadores e Deputados Federais

http://www.agb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=73

[....] a carta-aberta que será enviada via correio postal, na segunda-feira, para a Presidente Dilma Rousseff, e para os senadores e deputados federais.
A escolha por enviar via postal, deve-se ao fato de que o sistema para recebimento de mensagens eletrônicas do Gabinete Presidencial limita o número de caracteres.
Um dos anexos referidos pela carta está aberto no próprio email e o segundo anexo está no arquivo.
Após o envio das cartas via correio postal, a Secretaria Administrativa da AGB enviará novo comunicado ao interseções. O documento, com outros materiais relativos ao Código Florestal, será colocado no sítio da AGB.
A carta-aberta foi elaborado pelo GT de Ambiente, recém articulado nacionalmente.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

VILA DO CHOCOLATÃO: Direito ao Direito de escolha


Há aproximadamente 25 anos, no centro da cidade de Porto Alegre, por entre os prédios da administração do município, é possível de se ver o crescimento e a transformação da comunidade que ali está instalada, e que de lá há previsão de ser retirada em função das revitalizações trazidas pela Copa de 2014 na cidade. A comunidade chama-se Vila do Chocolatão, e traz estampada em suas casas e becos, assim como nas suas gentes, a marca da desigualdade (re)produzida pelo sistema capitalista vigente na maioria das grandes cidades do globo, sendo chocante a falta de recursos e direitos dos homens e mulheres que nela vivem, e mais espantosa ainda a falta de iniciativa do Estado em garantir instalações minimamente salubres para os que ali habitam.

Entre ameaças de despejos e retiradas forçadas da comunidade dali, eis que no ano de 2009 a prefeitura de Porto Alegre aprova um Projeto de Trabalho Técnico Social, que prevê a realocação da comunidade da Vila Chocolatão, da Av. Loureiro da Silva – n°555 – bairro centro, para a região nordeste da cidade, no bairro Mario Quintana – Av. Protásio Alves – n°9099. O projeto passa a ser veiculado como modelo de atuação em caso de reassentamentos, tendo em vista que reuni, pela primeira vez, em uma dessas ações os poderes municipal e federal trabalham em união, assim como a esfera privada se faz presente na efetivação desse projeto, que visa trabalhar de modo horizontal na realização do reassentamento.




Aos olhos dos mais desatentos, assim como em uma visão superficial da situação, pode-se dizer que o projeto é interessante, e a ação sincera. Contudo, o quanto disso é realmente verdade, e mais o quanto é, ou não arbitrário? Já pensou se algum dia você está em sua casa, fazendo alguma coisa do seu interesse, ou só vivendo a sua vida cotidiana, quando tocam o interfone ou a campainha, e ao atender você é comunicado de que o condomínio onde você mora, será realocado dentro de alguns meses para uma área 12Km distante do lugar onde se encontra atualmente, e mais, nem todos os seus vizinhos serão removidos para nova área, só alguns deles. Não bastasse isso, a garantia de vagas nas escolas nesse novo local é quase nula, tendo em vista que a densidade demográfica dessa nova área é 10 vezes superior à que se encontra o seu condomínio, o sustento previsto nesse comunicado virá através de uma associação criada entre os vizinhos e alocada em um galpão de zinco dentro desse novo condomínio; e a associação de trabalhadores será totalmente dependente da prefeitura para conseguir material para realizar o trabalho, assim como, esse trabalho não pretende – e nem tem condições - de atender a todos os moradores do seu prédio que serão removidos. Você já pensou sobre isso algum dia? Pois é assim que as coisas estão se dando hoje na Vila Chocolatão - e quem abre os olhos para isso? E além, quem faz alguma coisa para que isso não aconteça?

Nos últimos dois anos, não é difícil de se encontrar, caminhando por entre a vila, alguns estudantes de direito ou de geografia, conversando ou jogando bola com os moradores da vila, assim como fazendo reuniões e assembleias, além de apoiar e incentivar as Associações de Moradores e Catadores da comunidade, tudo buscando ser feito da forma mais horizontal possível, não visando um trabalho para a comunidade, mas sim junto da comunidade, tentando com os moradores garantir junto a órgãos como o Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual a dignidade e justiça aos indivíduos da Chocolatão no reassentamento que se aproxima, assim como auxiliando uma possível resistência dos que ali estão há mais tempo e possuem o direito de seguir habitando o lugar.



Contudo, por mais ações e intervenções que se façam dentro e fora da vila, através do empoderamento dos moradores, e da troca de vivências entre os grupo de apoio e a comunidade, ainda assim não é possível assegurar que os diretos básicos já conquistados pela comunidade hoje, onde está, serão mantidos na nova área de moradia, como educação, saúde e trabalho - já que a bagunça e a burocracia em que se encontra o Estado, junto a essa demanda, impossibilita a circulação de informações transparentes, sinceras e confiáveis do processo na sua totalidade.

Por fim, fico me perguntando por que só acontece uma mobilização em massa na cidade, quando os interesses puramente individuais das pessoas são atingidos, e essas mesmas pessoas, ficam assistindo inertes e apáticas, à violação de direitos fundamentais de outros cidadãos, quando essa situação não lhes traz, ao menos diretamente, qualquer prejuízo.


Lara Bitencourt
Associação de Geógrafos Brasileiros - Coletivo de Apoio a Reforma Urbana

em colaboração de

Thiago Nunes
Serviço de Assessoria Jurídica universitária – Grupo de Assessoria a Justiça Popular


Assista ao vídeo produzido pelo GAJUP /SAJU-UFRGS e AGB – Seção Local Porto Alegre

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Amazônia e suas obras - Belo Monte. Texto da Dirce, professora do nosso Departamento

Amazônia e suas obras - Belo Monte


Professora Doutora Dirce Maria Antunes Suertegaray (AGB - Porto Alegre)
Departamento de Geografia e no Programa de Pós-Graduação em Geografia da 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul



Retorno da Amazônia. Durante os últimos dez dias, estive na região, em trabalho de campo 

no estado do Amazonas. Nesse breve tempo convivi com os novos profissionais do

ICMBIO, jovens, na faixa dos 25-35 anos, das mais diferentes profissões e dos mais 

diferentes lugares do país (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, 

Rio Grande do Sul, entre outros).


Tive esperança ao conversar com eles e observar o trabalho que fazem. São jovens 

que escolheram trabalhar, nas regiões mais longínquas do país, em nome da preservação da 

Amazônia. Entre eles é possível perceber um sentimento que se desloca entre o prazer, o 

gosto pelo que fazem e, o sentimento de angustia em relação à causa em que acreditam. 

Têm consciência da grande tarefa e das dificuldades efetivas de realizá-la, diante da 

burocracia, da falta de recursos e das políticas relativas ao crescimento econômico na 

relação com a preservação da natureza.

Leia o texto completo AQUI.